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Gravadoras ou Distribuidoras: Existe um “momento certo” para cada uma?

Introdução:
Desde a transição para o mercado digital as chamadas agregadoras/distribuidoras tem se proliferado, consumindo fatias crescentes de mercado e apresentando-se como uma alternativa as tradicionais gravadoras majors líderes de mercado. Apesar desse movimento, vale ressaltar, que as próprias gravadoras são donas de algumas dessas distribuidoras como a ADA (Warner), Orchard (Sony) e Virgin/Ingrooves (Universal). Desta forma, fica o questionamento, existe mesmo uma “competição”?


1.Competição ou Complementaridade?
Na nossa visão, ambos os modelos de negócio são distintos, com vantagens e desvantagens competitivas. Analogamente, seriam como uma escolha entre carro e moto, ambos são meios de transporte que utilizam estradas, e só é possível usar um por vez, mas enquanto uns são mais ágeis outros te dão uma proteção maior das condições climáticas por exemplo. Existem artistas como condutores, que usufruíram das vantagens de cada modelo em momentos diferentes (ex: Thiaguinho, Henrique & Juliano), enquanto tem outros que passaram todas (ou pelo menos a maior parte) de suas carreiras em gravadoras (ex: Anitta, Marília Mendonça) ou que sempre foram independentes (ex: Gustavo Mioto, Murilo Huff).

2.Modelo da Distribuidora:

    Distribuidoras/Agregadoras normalmente trabalham com um modelo de licença exclusiva (tanto de catálogo existente, ou em casos de fonogramas futuros), que lhes garante a exclusividade na exploração econômica dessas músicas nas plataformas digitais. Esse modelo de negócio, em sua maioria, não impacta nos direitos de propriedade (patrimoniais) dos fonogramas, tem um prazo determinado (padrão: 3 – 5 anos), e não engloba direitos auxiliares (ex: direitos de exec. pública, direitos autorais, merchan, direitos de imagem ou show, dentre outros).

    3. Modelo da Gravadora

      As gravadoras majors passaram por várias mudanças nos seus modelos de negócio e precisaram inovar nas suas negociações em especial durante a época de transição do modelo físico para o digital, onde as receitas de música chegaram ao seu menor patamar histórico. Hoje em dia, diferentes gravadoras operam em diferentes modelos, e por vezes, dentro da mesma, ainda são praticados diversos contratos: Contratos de Licenciamento com ou sem exclusividade artística, Contratos de Cessão com Exclusividade Artística, Contratos 360º, Contratos de agenciamento, contrato de distribuição com opt-in, rollovers, renovações automáticas, opções de compra futura, profit sharing, tantos termos e modalidades que fica fácil se perder e difícil de se entender. Aqui vários cenários são possíveis, manter ou ceder seus direitos patrimoniais, ter exclusividade para musicas futuras por um determinado número de anos ou projetos, participação em direitos de exec pública, direitos de imagem, merchandising, publicidade, direitos sobre shows, agenciamento, opções de datas para eventos da gravadora, verba e investimento em produtos e/ou em marketing e divulgação para o artista. Normalmente a gravadora oferece uma gama de serviços e de suporte maior ao artista/empresário/escritório, mas também fica com um percentual maior dos royalties.

      4. A dica da ACORDE

        Ao analisar as diferenças entre uma gravadora e a distribuidora, fica claro que existem vários serviços que o artista/empresário vai(ão) precisar contratar para dar um suporte adicional as atividades de promoção e estruturação de sua carreira enquanto em parceria com uma distribuidora. Mas não se enganem, por mais completo que seja seu contrato com a gravadora, é de extrema importância para o artista construir a sua própria infra-estrutura de suporte em torno da sua carreira. A gravadora/distribuidora trabalham seus lançamentos musicais, e mesmo nos casos que elas participem em receitas de show e imagem, grande parte dessa operacionalização e divulgação ainda ficará a cargo do artista e de seu escritório. Os artistas de maior sucesso foram aqueles que além do talento musical aprenderam a utilizar esses contratos como potencializadores de sua estrutura e de seu escritório, mas nunca como substitutos.

        Conclusão:

        Não existe certo ou errado quando se fala em escolher seu parceiro para lançamento de suas musicas, distribuidoras e gravadores oferecem modelos cada vez mais complexos e completos, mas o ponto em comum é que o artista deve sempre priorizar a construção da sua própria infraestrutura para o sucesso e utilizar esses contratos como potencializadores de sua carreira. 

        O Time da ACORDE é especialista na negociação deste tipo de negócios, tendo experiencia passada tanto em gravadoras como distribuidoras, estamos a disposição para desenvolver um projeto de consultoria negocial e entender as necessidades da sua carreira neste momento e ajudar e encontrar o melhor parceiro e modelo de negócio! Conte conosco do artístico ao Financeiro.