
Introdução:
O cenário musical está sempre em evolução, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças culturais e novas abordagens artísticas. À medida que o cenário musical está sempre em evolução, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças culturais e novas abordagens artísticas. À medida que moldando a indústria da música desde o início da década, e que acreditamos que vão se intensificar nos próximos anos. Vamos analisar algumas previsões e inovações que prometem impactar significativamente o mundo da música.
1) Continuidade de crescimento:
O mercado vem crescendo nos últimos anos, segundo o relatório global e anual da IFPI, 9% foi o crescimento global em 2022, com os números consolidados de 2023 ainda não tendo sido divulgados no momento em que escrevemos este artigo. No Brasil o crescimento tem sido um pouco mais rápido, comparando com a média de outros países, batendo 12.6% no primeiro semestre do ano passado de acordo com os dados da Promúsica.
2) Continuidade no aumento do investimento no setor:
Nos últimos 5 anos o movimento global de fundos de investimentos e mercados de capitais tem se conectado cada vez mais com a música. Isso se deve em parte ao crescimento mencionado anteriormente, mas também ao aumento da formalização de processos e fluxos de receitas com o avanço do streaming e ao maior grau de profissionalização do mercado. Apesar da tendência não ser novidade, e apesar dos desafios encontrados, vemos no início de 2024 um cenário macroeconômico positivo para esta modalidade de investimento. Além da atenção dada por grandes players como o Goldman Sachs e os Family Offices, iniciamos o ano com perspectivas de quedas de juro futuros tanto no Brasil quanto no mundo, que favorecem a saída de capitais alocados em posições de renda fixa mais conservadoras buscando investimentos alternativos que possa trazer um maior retorno, como a música.
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3) Introdução de novos modelos de negócio:
Desde o início dos anos 2000 a indústria fonográfica tem passado por diversas mudanças e ciclos de modelos de negócio dominantes, desde o físico inicialmente em queda por conta da pirataria, ao modelo de download, fortemente avançado pelo Itunes, aos modelos mobile (Ringtone, Ringbacktone, multitone), e finalmente chegando ao streaming ao final dos anos 2000, inicio dos anos 2010. As inovações tecnológicas sempre tem conversado bastante com a música, e provocado a criação de novos modelos, ainda que alguns não tenham se estabelecido ainda como os NFTs, baseados em tecnologia Blockchain. O início da década de 2020 está sendo fortemente marcada pela ascenção da Inteligencia Artificial (I.A.) generativa e suas aplicações. Dentro da perspectiva de vários players e da nossa, é inevitável que novos modelos de exploração de direitos musicais surjam com esta nova tecnologia, que deverá incorporar a remuneração adequada aos criadores.
Em contrapartida, a estabilização do modelo de streaming tem causado algumas revisões em como ele tem sido praticado até o momento, de forma a tentar amenizar algumas das criticas ou corrigir alguns problemas do mercado. Neste sentido, o Spotify e o Uruguai já entraram em disputa sobre a cobrança de direitos de execução publica sobre direitos conexos dos artistas, A Deezer está lançando um novo modelo de remuneração chamado “Artist Centric” fechado não só com players independentes mas também com a Warner, e por fim o próprio Spotify alterou sua politica de pagamento de royalties visando “premiar” artistas “profissionais” e coibir os “streams falsos”.
4. Continuidade da descentralização do mercado:
As revoluções tecnológicas, especialmente as derivadas da digitalização do mercado, facilitaram e baratearam custos de produção, divulgação e distribuição de música, reduzindo a concentração de mercado nas mãos da majors nos últimos anos. As aplicações baseadas em IA generativa tendem a intensificar esse movimento ainda mais. Apesar da expectativa de continuidade do domínio de mercado dessas empresas, acreditamos num mercado com mais criadores independentes que consigam viver profissionalmente de musica.
Com mais investimento, possibilidades de redução de custo, maiores alternativas, na divulgação e promoção dos artistas. A tendência é que a expressividade da economia da escala de escopo de envergadura das grandes multinacionais, acabam diminuindo e permitindo que esse mercado independente floresça mais.
Conclusão:
À medida que nos aventuramos nas perspectivas do mercado musical, fica claro que a indústria continuará a evoluir e se adaptar. A combinação de tecnologia inovadora, novas formas de envolver os fãs e uma abordagem mais sustentável cria um panorama emocionante para artistas, empresas e amantes da música. Este é um momento empolgante para a música, à medida que ela se transforma e se reinventa para atender às expectativas de uma audiência cada vez mais diversificada e globalizada.

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