
Introdução:
A indústria musical é um universo dinâmico onde o valor das criações artísticas é essencial. Para as empresas do ramo musical o processo de Valuation torna-se uma peça-chave, porque ele é o processo de precificação de ativos musicais, sejam eles existentes ou futuros.
Neste artigo, exploraremos como esse intricado processo é conduzido para garantir que o valor de cada obra seja reconhecido e otimizado.
O Processo de Valuation Musical
1. Análise de Catálogo
Utilizamos dados precisos e atualizados para avaliar a popularidade de uma obra, quais são as obras, cronogramas, tamanho sobre ativos e receitas geradas, concentração (em termos de intérpretes, autores, segmentos), ciclo de vida das músicas e ciclos do mercado fonográfico. Além disso, entendemos detalhadamente junto ao titular o comportamento do seu catalogo, temos obras sendo regravadas? Quais os lançamentos recentes, tem coisas ainda para sair? Quais as documentações e garantias que temos sobre esses processos?
2. Análise de Relatórios
Fazemos o entendimento do perfil de receita, de onde está vindo, qual o percentual oriundo de fontes de execução pública, quantos deles são direitos de sincronismos/sincronizações ou mesmo os fonomecânicos, quais rendimentos são recorrentes e quais não foram. Observamos ainda oportunidades em direitos retidos, ou em determinados tipo de direito que não estejam sendo reclamados pelo autor. Desta forma, podemos olhar não só para o passado, mas nos ajudar a entender melhor as perspectivas de futuro.
3. Projeção futura
Após a análise de relatórios visualizamos as expectativas das receitas para os anos futuros que vai basear o fluxo de caixa. Como esse mercado vai se comportar nos próximos anos? Como o catálogo estará performando dentro deste mercado? Um catálogo que “envelhece” de forma mais conservadora que o mercado cresce, pode inclusive ter um aumento de receita enquanto perde popularidade relativa. Os dois passos anteriores se tornam fundamentais, para conseguir apurar o lucro líquido da operação, que forma o fluxo de caixa livre para análise.
4. Equiparação de base
Depois do fluxo de base montado, chegamos ao ponto do fluxo de caixa livre. E para chegar a esse fluxo precisamos do lucro líquido. A intenção é estimar os custos incorridos pelo possível comprador. Qual veículo de investimento ele usa? É uma limitada, S.A., FIP , FIDC? Qual o perfil de custo dele? Quais as otimizações tributárias que eles podem auferir neste processo? Quais os custos operacionais razoáveis para a operação de aquisição, eventuais custos de originação, e outros conceitos que permitem traduzir o faturamento percebido pelo titular, ao lucro final de fato recebido pelo investidor.
5. Análise de oportunidade
Cada catálogo é único e ao entendê-lo conseguimos olhar as oportunidades que ele tem. Se ele é um catálogo mais antigo pode estar gerando novos rendimentos hoje em dia, se é muito recente pode ser que tenha bons rendimentos que ainda não foram mostrados nos relatórios. Cada caso é um caso, e por isso é importante ter um time especializado na gestão e análise de direitos musicais para que possamos cada vez mais dar um suporte completo, do artístico ao financeiro.
Conclusão
Ao entender como precificamos as músicas do seu catálogo, reconhecemos o valor inestimável das criações artísticas. Nossa abordagem integrada de Valuation Musical não apenas maximiza o retorno financeiro, mas também promove um ecossistema musical saudável, onde os artistas são verdadeiramente valorizados e os investidores corretamente remunerados pelo risco assumido. Estamos comprometidos em moldar o futuro da indústria musical, onde a arte e os negócios se entrelaçam de maneira harmoniosa.

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